domingo, 2 de janeiro de 2011

12portáteis - edição

12portáteis - edição de livro de artistas - 12 artistas - 12 livros
lançado em 2009 na Galeria Vermelho - São Paulo - Brasil

para saber mais: 12portateis.blogspot.com



 galeria vermelho - 2009



                 
 algumas páginas do meu livrinho - caleidoscópio de paris

pinturinhas espaciais - acrílica sobre tela 2009

obra: pinturinhas espaciais
 acrilica sobre tela 15 x 10 sobre parede


 acrilica sobre tela - 15 x 10 sobre mesa


azulejos urbanos no ateliê - texto oscar d'ambrosio

montagem dos azulejos no ateliê - Caiowaa 1005

Olhares recortados

            A discussão do espaço é fundamental na poética da artista plástica Rosilene Fontes. No seu trabalho de pintura, por meio de sucessivas camadas, instaura um universo visual em que as cores são articuladas de maneira geométrica, mas com um intenso movimento obtido por vibrações que impedem a uniformidade.
            Quando realiza fotografias, a sua formação de arquiteta é denunciada na forma como seleciona as imagens, com especial devoção pelas linhas retas e massas de cor, assim como pelas combinações possíveis entre elementos semelhantes em termos de impacto e textura, como o reflexo num prédio espelhado e a fluidez da água  ou do céu.
            Um passo importante em sua jornada foi a associação dos aspectos mencionados em trabalhos nos quais, em propostas de montagem criativas, coloca lado a lado  imagens fotográficas a pinturas. A questão da cor se torna central como expressões de um mesmo pensar sobre o significado dessas duas formas de representação.
            Seus trabalhos mais recentes são pesquisas a partir do universo fotográfico em que faz uso da repetição de um referente para constituir superfícies azulejadas plenas de impacto e de mistério. Pode-se mergulhar nesse projeto pela observação atenta da figura originalmente fotografada e sua replicação ou no resultado final.
            Os dois caminhos são igualmente importantes para penetrar numa estética caracterizada pela delicadeza da construção. A regularidade da elaboração, que evoca a padronagem de tecidos, traz um lirismo peculiar, ainda mais quando é enfatizado o uso dos espaços em branco.
            Desse raciocínio, merecem especial menção as criações feitas a partir de fotografias em Paris. A Torre Eiffel aparece onipresente de várias maneiras. Com maior ou menor evidencia, ela cristaliza um pensar sobre o espaço que recorta e desdobra imagens oferecendo uma visão de mundo poética, plena e diferenciada.

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

casa xiclet - azulejos urbanos


 fotomontagem de 9 cidades que visitei em setembro de 2008, esta exposição foi em novembro. São 100 imagens distintas 15 x 15 formando um mosaico 150 x150.
 15 x15 - Bruxelas
 15 x 15 - Budapeste
 15 x 15 - Amsterdam
 15 x15 - Bruges
 15 x 15 - Praga
novembro de 2008 - casa xiclet - São Paulo - Brasil

casa xiclet - caleidoscópios urbanos



 casa xiclet - setembro de 2008
 fotomontagem 80 x 60 - triptco caleidoscópios urbanos - Torre Paris


sábado, 1 de janeiro de 2011

fotografia - lugares diferentes, imagens semelhantes




Este trabalho é um sky line de fotografias de lugares que visitei e a memória das semelhanças destes lugares com Minas Gerais. As cidades mineiras de Tiradentes, São João Del Rei, Belo Horizonte que encontrei na França, em Nova Iorque, Italia - 2008

livro objeto - pão - 2007








Com o tema “pão” este livro-objeto foi uma experimentação. O livro foi sendo construído através de fotos de viagens, lugares que lembravam pão, sonhos de infância, frases, que intitulei de “o pão nosso de cada dia” e fotos que lembravam  miséria, fome, religiosidade, o dia a dia de batalha e sobrevivência  que chamei de “o pão que o diabo amassou”. Um resumo da vida cheia de enganos e ilusões que faz o nosso dia a dia.
Na construção do livro coisas curiosas como uma foto que tirei de um mendigo com um gato em NY e uma foto que encontrei do presidente Lincon com um cachorro, a mesma postura.  O mesmo presidente que estava do lado do  povo na guerra civil norte americana “o pão venceu o algodão”.

No livro-objeto, a narrativa literária é substituída por uma narrativa plástica. A estrutura livro passa a ser capturada pela estrutura plástica, vemos nascer uma outra forma expressiva que não se prendem a padrões de forma ou funcionalidade, extrapolam o conceito livro rompendo as fronteiras comumente atribuídas aos livros de leitura para se assumirem como objetos de arte. Proporciona não só prazer intelectual através de seu texto, mas também prazer táctil e visual. Pode-se abrir aleatoriamente o livro e  fazer uma leitura ao acaso, como em um livro de poemas.